Sempre tive alguns amigos desde pequena. Nunca fui de ser a popular da turma, nem nunca o ambicionei. Mas nunca fui carente de amizade, de companheirismo. Sempre que não estava rodeada e/ou acompanhada por alguém seria, de certeza, porque assim o queria.
Como o site astral diz sobre o meu Signo (Gémeos):
Continuamente irrequietas e com boa disposição. Se dão bem com qualquer situação, desde que não seja a de ficar quietos. Se por ventura algo as obriga a isso, se vingarão depois com ataques de profundo mau humor. Gostam da escola, e aprendem facilmente tudo, mas tendem a falar demais, e a ocupar o tempo em que as outras crianças deviam estar falando. Uma criança geminiana pode fazer barulho por muitas. Podem tornar-se bastante caprichosas.
E é totalmente isso. Não sei se me tornei caprichosa ou não, mas que fazia baralho por muitas...fazia.
Depois tive várias ondulações de personalidade. Passando as más fases (mas que não deixam de ter uma grande importância) hoje chego a um ponto em que não me consigo descrever. Sinto-me grande sentindo-me pequena e desprotegida. Sinto-me forte tendo medo e receio. Sinto-me realista mas desconfiada. Sinto-me quente sentindo-me vazia.
Mais o tempo passa e quando fecho os olhos, lembro-me de coisas que não me lembro. De coisas que bloqueie, por serem quentes, por serem frias, por serem tristes, por serem alegres, por serem extremistas.
De tudo o que há de inconsistente em mim, olho para algo de consistente e que se torna cada vez mais denso à medida que o tempo passa: a amizade. Sinto que protejo demais, quem a mim não me protege. Sinto que defendo quem não deve ser tão defendido. Sinto que acredito em impossíveis. E quando abro os olhos revejo esse mal presente, de pagar por defesas incoerentes e por erros por mim não cometidos. Revejo que a vida também é feita de dor momentânea. Revejo que a vida também é feita de virares de costas a pessoas amadas em tempos e de não's a decisões por elas tomadas.
A vida não é feita só por nós.
O que, por um lado
É pena.
There's no time for hatred, only questions
What is love?
Where is happiness?
What is a life?
Where is peace?
When will I find the strength to bring me release?
1 comentário:
Muito bacana o seu blog e texto também. Gostei do modo como levas a escrita "a sério". Muito bom isso! A vida realmente não depende apenas de nós, mas sempre há como ajeitarmos para que seja o maior possível parecida com os moldes que desejamos que pareçam. É fato também que nem sempre somos correspondidos com o mesmo grau de consideração de significação que damos... as vezes por não entendermos como os outros nos enxergam e como, dentro da visão deles, é demonstrado tais sentimentos.
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